RSS

Aquivos por Autor: Museu do Trajo São Brás de Alportel

O que é isso, cultura ?

museuverde
Procurando assumir o conceito de sustentabilidade na sua plenitude – Social, Económica e Ambiental – o Museu de São Brás tem vindo a desenvolver um esforço de redução do impacto do seu funcionamento no meio ambiente.
O tratamento de resíduos, o uso de equipamentos de baixo consumo energético, a compostagem, as regas com águas não tratadas, etc, são desde há algum tempo uma prática corrente.
Encontra-se em fase de conclusão (Setembro de 2013), a instalação de uma central fotovoltaica (produção de energia elétrica por ação do sol). A auditoria energética com que a AREAL (Agência de Energia e Ambiente do Algarve) apoiou este esforço, irá traduzir-se em breve numa importante otimização dos recursos.

A estranheza como é vista pelas várias entidades oficiais, esta preocupação do Museu, deixa-nos preocupados. Porque não se dedica o Museu “apenas” à Cultura ?

http://www.museu-sbras.com/museuverde.html

Anúncios
 
 

O grande incêndio um ano depois

IMG_0067


Pode a memória – o mais intrínseco dos patrimónios – constituir remédio contra a tristeza e o desânimo ?

Clique para ver video

 

Museus e Turismo

Resultado de uma parceria entre o Four Seasons Country Club, situado na Quinta do Lago (Algarve) e o Museu do Trajo de São Brás de Alportel, os clientes daquela empresa hoteleira têm sido surpreendidos pela presença assídua naquele hotel, de personagens de um Algarve de outros tempos. É o caso desta camponesa algarvia de finais do século XIX que durante algumas semanas deu as boas vindas aos turistas.
Este é um projeto, embora tímido, que procura aproximar dois setores que têm interesses comuns mas que infelizmente vivem de costas voltadas um para o outro.

 
 

Museu do Trajo de São Brás de Alportel – Caso de Estudo

O Museu do Trajo de São Brás de Alportel foi considerado um caso a integrar no projecto Europeu CET for AID (Community Exhibitions as Tools for Adults’ Individual Development). É nesse âmbito que nas próximas semanas será realizado um documentário que se destina a ser usado para estudo e exemplo de boas práticas, nas acções de formação deste projeto europeu que terão lugar em Portugal, Itália, Espanha, Estónia e Finlândia.

 

Exposição no Museu do Trajo de São Brás de Alportel

Família Galvão, história de um legado

As cerca de duas dezenas de peças de vestuário antigo que acabaram de ser incorporadas no Museu do Trajo de São Brás de Alportel, são testemunhas de um itinerário percorrido por várias gerações da família Galvão. Com passagem pela Índia Portuguesa e Brasil durante os séculos XVIII e XIX e o regresso à metrópole já no século XX, este conjunto de objetos ilustra também um percurso que acompanha a própria história portuguesa.

Objectos como estes, constituem a materialidade de um modo de vida que lentamente se apagou da nossa memória. Resta a literatura, as arcas ainda fechadas e as instalações dos museus para que as futuras gerações conheçam as suas raízes e melhor sejam capazes de abrir os caminhos do futuro.

Os objetos foram propriedade desta ilustre família lisboeta e por iniciativa do Sr. Luis Galvão encontram-se desde meados de 2012 à guarda do nosso Museu. Durante estes últimos meses as peças conheceram um processo de estabilização com pequenas intervenções de restauro, estudo, inventário e acomodação.

De alguma maneira, a exposição agora patente ao público até Maio de 2013, é um gesto reconhecimento do Museu pela iniciativa desta família.

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 11 de Fevereiro de 2013 em Bem-vindo/a!

 

APOM distingue Museu do Trajo de São Brás de Alportel

O Museu do Trajo de São Brás de Alportel
Prémio APOM – Criatividade e Inovação

O Museu do Trajo de São Brás de Alportel foi distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia com a menção honrosa do prémio “Criatividade e Inovação”.

O projeto em questão, denominado “Fotografia e Memória”, agrega um grupo de cerca de duas dezenas de pessoas da comunidade, que durante os últimos quatro anos tem reunido um acervo composto por fotografias, testemunhos e documentos de famílias do concelho de São Brás de Alportel. Estas pessoas, ditas “Grupo das Quintas” – pois reúnem-se semanalmente às quintas-feiras – promovem a recolha, inventário e documentação das imagens, tendo conseguido reunir até este momento, informação de acerca de 200 famílias num total de mais de 24000 imagens.

A força do projeto reside na sua sua sustentabilidade global: persistência ao longo do tempo, envolvimento popular, culto do espírito de comunidade e de lugar, quantidade e qualidade do acervo reunido, tratamento científico, inexistência de custos financeiros e devolução à comunidade do trabalho realizado.

Mais informação acerca deste projeto pode ser encontrada em http://www.museu-sbras.com (Fotografia, Memória e identidade).

 
 

Cultura e Sustentabilidade

img-sustentabilidade

Cultura e Sustentabilidade

É a palavra da moda – uma caixa onde quase tudo cabe. Os ambientalistas adotaram-na há muito na sequência do uso abusivo e irreversível dos recursos naturais. Os economistas referem-se à explosão do binómio produção-consumo verificado no último quarto do século XX. Os liberais usam-na como escudo e arma contra tudo o que se move. Nas últimas décadas, o conceito evoluiu, sendo peça chave de documentos fundamentais para os nossos dias (ex. Agenda 21/ONU). Desmontado, segundo o conceito oficial, resulta em três dimensões (social, económica e ambiental) a que alguns pretendem, nos últimos anos, acrescentar-lhe mais duas (política e cultural). A natureza sistémica da Sustentabilidade assemelha-se a uma balança de vários pratos em permanente equilíbrio instável – tudo em nome de um amanhã mais justo.

De que maneira as teorias da sustentabilidade se aplicam ao setor da cultura? Terá esta que se preocupar com o assunto? Será justo considerar uma relação direta entre o investimento financeiro (económico) e a sua relevância para a vida das pessoas (social, cultural)? Será eticamente aceitável o consumo energético desproporcionado (económico, ambiental) face aos níveis de utilização (social, cultural)? Que tipo de exemplo estaremos a transmitir às novas gerações (política) se não utilizarmos os recursos de forma racional? A cultura deve ou não pensar na sua sustentabilidade económica? Não será muitas vezes apenas a força dos dinheiros públicos a manterem estruturas em funcionamento quando a sua sustentabilidade social ou cultural já não o justifica? A intervenção do Estado cria desequilíbrios ou corrige-os?

Alguma cultura nunca teve de se preocupar com sustentabilidades. Quase sempre estatal, municipal ou fortemente subsidiada, sempre aceitou sua natureza dependente. Esta condição, que aconselha contenção no discurso e moderação nas ideias, amansou-lhe os ímpetos em troca do conforto e da estabilidade – do ordenado ao fim do mês e dos financiamentos certos. Qual o papel e os limites do Serviço Público? E o da Cultura Oficial?

Não parece haver dúvidas de que o Estado tem responsabilidades inalienáveis. Arquivos, bibliotecas e alguns museus, por exemplo, vivem nos limites da educação formal e são exemplos inquestionáveis de serviço público. Outros museus (museologia social), algum teatro e o associativismo em geral, situam-se claramente no lado de cá da cultura. Necessitam de um espaço de liberdade de expressão e de intervenção política só possível num contexto de autonomia ou mesmo independência e distanciamento em relação aos poderes político e económicos.

Finalmente, na base da estrutura encontramos o associativismo: a última e a mais determinante reserva de poder e liberdade dos cidadãos – força política, empreendedora e geradora de protagonismo social. Por ser potencialmente incómoda para o poder político-partidário, temos vindo a assistir ao seu progressivo esvaziamento, provocado por uma ação invasiva e paternalista do poder político que a visa manter numa situação de menoridade e dependência permanente.

A instabilidade e os períodos de crise geram frequentemente mudanças. Para a cultura, talvez seja a oportunidade para uma necessária redefinição dos papeis e dos limites.

Emanuel Sancho
In Postal do Algarve, Janeiro de 2013

 
 
 
%d bloggers like this: