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História

Do edifício e das circunstâncias da sua construção pouco se sabe. Parece certo que em 1889 se procedia ainda à conclusão da cobertura. Miguel Dias de Andrade, capitalista corticeiro e dono da propriedade deverá ter contratado um mestre de obras vindo de fora. Nos finais do século XIX, a indústria corticeira havia prosperado de tal modo que S. Brás de Alportel era um importante centro corticeiro. A habitação de Miguel Dias e as de outros, que surgiram na mesma época, são testemunhas do surto de progresso que, em poucos anos mudou completamente a localidade.
Tudo começou em 1982, quando a dinâmica do Padre José da Cunha Duarte desencadeou um autêntico movimento social que tinha como objectivo a fundação de um Museu. Nessa altura, S. Brás de Alportel sentia ainda a depressão de várias décadas consecutivas de decréscimo populacional. A ideia de criar um espaço que, através dos objectos, divulgasse a identidade de um território, estava em marcha.
Em 1986, ao falecer sem descendentes directos, Lucília Dias Sancho, neta de Miguel Dias de Andrade, deixa expresso em testamento a sua vontade de legar o velho edifício em favor da Santa Casa da Misericórdia de S. Brás de Alportel. Seu marido, António da Conceição Bentes, faz cumprir o estipulado. É neste espaço que, pouco tempo depois, surgem, timidamente, as primeiras exposições.
O Museu do Trajo do Algarve é hoje considerado um ponto de passagem importante para quem quer conhecer a história e a identidade da Região do Algarve. Os trajos, os acessórios e os têxteis em geral são o fio condutor das exposições que continuamente se sucedem nos seus espaços.

Simultaneamente, cumprindo a sua vocação de Centro Cultural, esta é uma Casa que procura divulgar a música, as artes e, em geral, todos os tipos de manifestação cultural da população residente.
Ocupando uma área total de aproximadamente 5000 m2 dos quais cerca de 1000 de espaços de exposição temporário e/ou permanente, o Museu mantém uma actividade constante ao longo do ano. Nos seus espaços exteriores, particularmente durante a época estival, ocorrem feiras, espectáculos e acontecimentos variados. Constitui-se o Museu do Trajo do Algarve como um pólo de desenvolvimento com o objectivo de contribuir para o enriquecimento e valorização cultural das populações locais no contexto do interior algarvio. São os seus meios, as actividades museológicas da incorporação, da inventariação, da conservação, da investigação, da interpretação e da difusão, aplicadas ao seu património cultural em geral, mas à sua história local, memória colectiva, costumes e tradições em particular.

 

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