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Cultura cega, surda e muda

17 Dez

A total submissão da cultura ao poder político-partidário parece ser um dos grandes males do nosso tempo. A reafirmação periódica desse facto parece ser necessária pois os agentes culturais tendem a esquecer que “quem manda é o poder político” e que “será bom não esquecer que necessitam sempre da sua validação”. O uso destes termos por um político algarvio numa recente reunião dos museus da região causou um incómodo disfarçado em alguns (poucos) dos presentes.
Para quem, como nós, pensa que a cultura é antes de tudo uma forma fundamental de intervenção política, estas declarações são profundamente infelizes apesar de apenas confirmarem os factos e prática do nosso dia-a-dia. A cultura oficial e tutelada como a que é praticada sob a tutela dos municípios ou Estado, é a dominante. Estamos certos que um político culto percebe isto. Infelizmente eles são raros.

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